Com o cigarro na mão, ela observava o movimento das pessoas lá em baixo. Existia um certo cuidado para cada atitude. Esse seres moviam-se cuidadosamente, um cuidado excessivo. Cuidavam com seus carros, suas bicicletas, cuidavam ao atravessar a rua, cuidavam com seu corpos frágeis e efêmeros.
A cinza do cigarro crescia e ela não conseguia mais fumar. Um enjôo se abateu sobre ela.
O que seria de nós se não tivéssemos medo?
Cuidadosamente ela apagou o que restava de seu cigarro, limpou a lágrima que inundava o seu olho e desceu as escadas rumo ao seu alento.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Alarme!

Itajaí e muitas cidades de Santa Catarina estão em estado de calamidade. A situação é muito trágica. Hoje os supemercados foram saqueados e muitas desorganização ainda. O voluntariado é exepcional....nisso estamos de parabéns.
Peço a todos que puderem, que contribuam como possam. Tudo é bem vindo!
Abraços.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
um sei lá pra tantas coisas
Onde foi que perdi a capacidade do sorriso?
Ou será mesmo que houve perda?
Onde será que estão os meus olhos pequenos de tanto rir?
um rosto sulcado de rugas...
uma vida cheia de sorrisos
pelo que me parece
andar na rua já não faz mais sentido
tropeçar nas pedras nem pensar
e havia uma pedra no meio do caminho....
e havia outra e mais outra
hoje as ruas estão asfaltadas
não ha buracos,nem pedras e nem caminho
quanto custa meio metro de asfalto,moço?
quanto custa pra assoprar a minha dor?
Ou será mesmo que houve perda?
Onde será que estão os meus olhos pequenos de tanto rir?
um rosto sulcado de rugas...
uma vida cheia de sorrisos
pelo que me parece
andar na rua já não faz mais sentido
tropeçar nas pedras nem pensar
e havia uma pedra no meio do caminho....
e havia outra e mais outra
hoje as ruas estão asfaltadas
não ha buracos,nem pedras e nem caminho
quanto custa meio metro de asfalto,moço?
quanto custa pra assoprar a minha dor?
sábado, 8 de novembro de 2008
A banalização do teatro
Bom, não é de hoje que o teatro virou qualquer coisa. Isso até que eu já estou acostumada. Mas gente, por favor, vamos combinar que tem coisas que dá vontade de denunciar, né? Vontade de gritar na hora e armar um barraco daqueles. Acho que deveríamos fazer isso, sem medos e pudores.
Bom, explico:
Ontem fui ao teatro levar minha mãe que quase nunca vai ao teatro apesar da filha ( eu) ser atriz. Mas enfim, aos 74 anos não espero dela que haja uma mudança cultural. Ok, fui ao teatro levá-la para assitir "Vidas Divididas" um espetáculo com o Henri Castelli, Fernanda Vasconcellos e dirigida por Marcos Paulo. Eu particularmente não vou ao tetaro ver global, mas como minha mãe queria eu acompanhei-a.
A peça é horrível! MAs isso eu já sabia, nenhuma novidade! Ver o Henri Casatelli de cuecas, a Fernanda corpão de calcinha e de peito de fora...isso eu já sabia, nenhuma novidade. Quase dormi, a peça não acabava nunca. Minha mãe aos 15 min da peça já esboçou um descontentamento. Lá pelas tantas me disse: - Fraquinha né? Eu prefiro mil vezes a tua peça , filha! Tá, não sei se foi um elogio ou o quê, mas sei que ela tinha a intenção de elogiar, claro! Depois de uma hora e meia de bobagens eu pensei alto: - isso não acaba??? e eis que a luz apaga pela décima oitava vez e quando acende os atores agradecm...pera ái??? não entendi!!!! Acabou???? Uai, podia ter acabado então na segunda vez que deram black. Bah....o povo aplaudiu, levantou-se e houve, da parte dos "atores", o agradecimento formal e bla bla bla....minha pensamento estva longe, no jantar que estava sendo feito lá em casa...estava com muita fome!
Mas eis que então aconteceu, o que foi a maior besteira que já ouvi de agardecimento:
O Henri agradeceu a um amigo dele que estava assitindo a peça ( que eu pensei ser alguém da cidade). Não sei se escutei direito, mas acho que ele falou " Reinaldo Gianechini" e pediu uma salva de palmas para ele. Saí do meu torpor de fome e quase gritei: - Palmas? pra ele? por quê???? POR ELE EXISTIR??? Ah, faça o favor...bater palmas pra alguém que está na cabine e que nem se dignou a assitir o espetáculo como um simples mortal???? Bahhhhh.....que nojo! Mais nojo ainda tive do público, que quase surtou e aplaudiu alguém que eles nem viram. Aplaudiram uma pessoa por ela não ter feito nada pra ser aplaudida!!!! Eu queria gritar mais ainda. Queria falar que o povo é burro e que vai continuar sendo burro...
Bom, como não falei ontem em frente a todos, deixo aqui registrada a minha garnde indignação.
Obrigada pessoas, por lerem...
Bom, explico:
Ontem fui ao teatro levar minha mãe que quase nunca vai ao teatro apesar da filha ( eu) ser atriz. Mas enfim, aos 74 anos não espero dela que haja uma mudança cultural. Ok, fui ao teatro levá-la para assitir "Vidas Divididas" um espetáculo com o Henri Castelli, Fernanda Vasconcellos e dirigida por Marcos Paulo. Eu particularmente não vou ao tetaro ver global, mas como minha mãe queria eu acompanhei-a.
A peça é horrível! MAs isso eu já sabia, nenhuma novidade! Ver o Henri Casatelli de cuecas, a Fernanda corpão de calcinha e de peito de fora...isso eu já sabia, nenhuma novidade. Quase dormi, a peça não acabava nunca. Minha mãe aos 15 min da peça já esboçou um descontentamento. Lá pelas tantas me disse: - Fraquinha né? Eu prefiro mil vezes a tua peça , filha! Tá, não sei se foi um elogio ou o quê, mas sei que ela tinha a intenção de elogiar, claro! Depois de uma hora e meia de bobagens eu pensei alto: - isso não acaba??? e eis que a luz apaga pela décima oitava vez e quando acende os atores agradecm...pera ái??? não entendi!!!! Acabou???? Uai, podia ter acabado então na segunda vez que deram black. Bah....o povo aplaudiu, levantou-se e houve, da parte dos "atores", o agradecimento formal e bla bla bla....minha pensamento estva longe, no jantar que estava sendo feito lá em casa...estava com muita fome!
Mas eis que então aconteceu, o que foi a maior besteira que já ouvi de agardecimento:
O Henri agradeceu a um amigo dele que estava assitindo a peça ( que eu pensei ser alguém da cidade). Não sei se escutei direito, mas acho que ele falou " Reinaldo Gianechini" e pediu uma salva de palmas para ele. Saí do meu torpor de fome e quase gritei: - Palmas? pra ele? por quê???? POR ELE EXISTIR??? Ah, faça o favor...bater palmas pra alguém que está na cabine e que nem se dignou a assitir o espetáculo como um simples mortal???? Bahhhhh.....que nojo! Mais nojo ainda tive do público, que quase surtou e aplaudiu alguém que eles nem viram. Aplaudiram uma pessoa por ela não ter feito nada pra ser aplaudida!!!! Eu queria gritar mais ainda. Queria falar que o povo é burro e que vai continuar sendo burro...
Bom, como não falei ontem em frente a todos, deixo aqui registrada a minha garnde indignação.
Obrigada pessoas, por lerem...
domingo, 26 de outubro de 2008
Nudez
Estávamos todos naquela casa e dormíamos. Alguns. Outros se acendiam em conversas pra lá de quentes. Uns com seus dramas pessoais. Outros, com pessoas mais que dramáticas. O sangue fervia entre pernas, copos, urinóis e redes. O indício que a noite seria agitada e de que algo muito importante aconteceria era visível.
Um homem, em trajes sumários, passa pela cozinha em direção à rua gritando desesperado vendo seu automóvel quase que destruído totalmente pelo fogo.
Desespero, gritos, pessoas se esbarrando nos corredores da casa minúscula.
A casa dos cômodos transparentes se acendia como incêndio em selva virgem e deixava transparente também todas as relações que se enclausuravam entre as paredes. Era como se o sol estivesse saído antes do tempo e pego todos de surpresa.
Nada se entendia sobre o fogo, o carro e os homens daquela casa. Todos estavam entorpecidos com seus desejos acordando. A nudez da casa e das pessoas era maior e mais visível nos olhos do que no corpo.
Um homem, em trajes sumários, passa pela cozinha em direção à rua gritando desesperado vendo seu automóvel quase que destruído totalmente pelo fogo.
Desespero, gritos, pessoas se esbarrando nos corredores da casa minúscula.
A casa dos cômodos transparentes se acendia como incêndio em selva virgem e deixava transparente também todas as relações que se enclausuravam entre as paredes. Era como se o sol estivesse saído antes do tempo e pego todos de surpresa.
Nada se entendia sobre o fogo, o carro e os homens daquela casa. Todos estavam entorpecidos com seus desejos acordando. A nudez da casa e das pessoas era maior e mais visível nos olhos do que no corpo.
sábado, 11 de outubro de 2008
Aguardo
Por mais que Glaci lavasse o sofá, uma mancha circular incomodava o tecido antes homogêneo. Exausta, ela desistiu.
( Gregore Haertel )
( Gregore Haertel )
sábado, 27 de setembro de 2008
A menina que manchava as toalhas
Todas as manhãs ela fazia a mesma coisa. Das fendas da janela escapavam uns raios de luz que avisavam que o dia raiava. O sono não a deixava romper a aurora e ela corria a se aninhar no fundo da cama.
O sol se cansava de avisar que o dia já estava ali. O sol agora não brilhava mais. Ele se acostumava com a permanência.
E a menina permanecia na cama abraçada ao abraço que a mantinha ali. Os braços que a apertavam eram macios, suaves...
A menina cai da cama num salto...o sol se assusta com o seu pulo e derrama na toalha da mesa o seu raio. A menina corre. Pula os passos leves no chão frio da sala que ainda dorme.
A menina com ciúmes do sol, derrama também sua marca na toalha de mesa da sala que até então dormia. A toalha segue os dias lembrando que a menina esteve ali.
O sol se cansava de avisar que o dia já estava ali. O sol agora não brilhava mais. Ele se acostumava com a permanência.
E a menina permanecia na cama abraçada ao abraço que a mantinha ali. Os braços que a apertavam eram macios, suaves...
A menina cai da cama num salto...o sol se assusta com o seu pulo e derrama na toalha da mesa o seu raio. A menina corre. Pula os passos leves no chão frio da sala que ainda dorme.
A menina com ciúmes do sol, derrama também sua marca na toalha de mesa da sala que até então dormia. A toalha segue os dias lembrando que a menina esteve ali.
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