sábado, 30 de agosto de 2008

Ode ao amor

Amo o amor que se reparte
em beijos, em pão.

Amor que pode ser eterno
mas pode ser fugaz.

Amor que se quer liberar
para seguir amando.

Amor divinizado que vem vindo
amor divinizado que se vai.

(Pablo Neruda)

domingo, 24 de agosto de 2008

Revisitando filmes de chorar


Então... Um tal de ver filmes que já vi e acabar chorando demais com eles.
Agora foi a vez de "Invasões Bárbaras".
Um filme cana"denso"...do Quebec, acho. Ele vai fundo em alguns questionamentos, principalmente ao americanismo, à globalização, à discriminação das drogas e à permanência dos valores- que estão acima de qualquer ideologia.
Um filme de encontros e despedidas com diálogos prá lá de memoráveis!
Vale a pena ver de novo!



domingo, 3 de agosto de 2008

A vida é como um talharim



Pela terceira vez assisti "Valentim" e fui pega novamente e, talvez, ainda mais hoje, pela sensilbilidade e simplicidade que esse filme possui.
Chorei copiosamente do começo ao fim do filme.
Valentim, o protagonista do filme, narra a sua triste e conturbada história de vida de uma maneira graciosa, alegre e emocionada. Vive com a avó ( Carmen Maura) que ficou viúva recentemente e ainda sofre com a perda do marido. Além do sonho de ter uma família comum, cultiva a vontade de ser astronauta (como desculpa para fugir dos problemas desse planeta)
.
A narrativa desse garoto que vê a vida ( existência) através de óculos gigantes e um olhar "torto" toca-nos os 85 minutos de filme. Não há pausa pra nada. Só há olhos pra mirar e ouvidos pra escutar a voz doce desse garotinho que tenta consertar essa vida que ele considera como " Um talharim: as vezes dá certo outras não"

Vale muito a pena ver.

Em homenagem a Valentim, o almoço de hoje foi uma tentativa que deu certo!




sexta-feira, 11 de julho de 2008

Muda!!!!!!!!!

Muda!
Muda, eu disse!
Hum essa palavra pode parecer que eu esteja muda, sem voz, afônica mesmo pois ha um mês que não posto nada nesse blog. Quem sabe seja por isso a minha dor no estômago, a minha ansiedade abusiva, a minha compulsão por não fazer nada e uma falta de vontade de fazer tudo.
Pensei: "vou escrever algo hoje", afinal, acordei cedo e não tenho um compromisso urgente esta manhã...( por mais que estude, na hora esqueço como usar o pronome demonstrativo em relação ao tempo, só sei em relação ao espaço). Bah....Muda!
Ah, voltando ao "muda".
Férias chegando, um ar de tranquilidade na casa...todos dormem depois de dias conturbados que antecedem as provas. Nem mesmo a Preta quis levantar cedo hoje.
Muda!!!
Tá bom, vou falar.
Não, Muda!!!!
Hâ?
É o imperativo!!!!
Ok, Mudei...

domingo, 8 de junho de 2008

Esquina de lágrimas


Parada naquela esquina, achava que era mais uma que havia despertado longe do ninho. As lágrimas caíam numa sucessão incontrolável, brotavam e lançavam-se como alguém que se lança em queda livre.

A tarde começava a cair e o sol se desmanchava na grande extensão das montanhas longe, onde provavelmente ela queria estar.

Voltar pra casa, acender a luz e encontrar lá os móveis cobertos com a poeira que se assentava durante todos aqueles dias em que não estivera lá.

Pensou.

Não o fez.

Estava ali sem conseguir mover um braço, um dedo sequer.

A água escorria abundante e sumia depressa na boca de lobo à sua frente. Ela pensou por um segundo que eram suas lágrimas que encontravam um caminho, mesmo que esse caminho fosse o encontro com os ratos e baratas e mijos e fezes da cidade. Mas não. Suas lágrimas não tinham a sorte desse encontro. Suas lágrimas se perdiam ao descer em queda livre pelo corpo ressecado.

Seu olho já não via mais, assim como não sentia mais o frio nem o calor e nem o vento. Todos os seus sentidos estavam anestesiados. Ela já nem mais pensava.

Ela ouviu de repente, e som daquela buzina a tirou do torpor em que se encontrava nos últimos dias, quem sabe meses.

Subiu até o seu apartamento. Acendeu a luz e encontrou lá os móveis cobertos com a poeira que se assentara durante todos aqueles dias em que não estivera lá.

sábado, 7 de junho de 2008

Pescaria ( Poema de Rafaello)

( poema com bom humor)


Mulher meu pexin

Do molhe te vi

Joguei a vareta

Pra ver no que dava


Me escapuliu

Comeu charutin

E foi passear

Com outra amiguin

Depois vem faceira

Pr´outro charutin

Balança o corpin

Brilhando no sol

Tanta formosura

Meus olhos refletem

Já não vejo nada

Escapa outra vez

Ta fogo pescar

Esse exemplar

São tardes e noites

Ali a tentar

Mas não posso mais

Já cansei de vir

De me emocionar

De tanto tesão

Se chega é garrincha

No maracanã

Se nem ta aí

É o caos que vivi

Tomei consciência

Atum enlatado

Dá menos trabalho

E também tem teu Omega 3.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Abra seu coração ou eu arrombo a janela

Tudo bem, na verdade não é bem isso. É que eu ando um pouco "agressiva".
Mas eu juro que to tentando me deter...