sexta-feira, 19 de setembro de 2008
[A vida encharcada de L]
Enquanto L torcia a roupa encharcada que pingava grandes gotas dentro do tanque encardido, seu suor manchava tênue a disfarçadamente a camisa que cobria a sua pele infestada com as digitais das mãos que haviam percorrido seu corpo minutos antes.
Não havia parte desse corpo que não tivesse sido tocado por essa impressão. Cada pêlo, poro, fio, sonho. Tudo!
L se sentia cansada. Mas havia no seu rosto uma cor diferente. Parecia uma vela acesa em cada maça de seu rosto.
L se sentia cansada, sim. Mas torcia a roupa com força, sem se dar conta que amassava também todas as lembranças que já não estavam mais ali.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
[teus pés ]
Os teus pés
Quando não posso contemplar teu rosto,
contemplo os teus pés.
Teus pés de osso arqueado,
teus pequenos pés duros.
Eu sei que te sustentam
e que teu doce pesosobre eles se ergue.
Tua cintura e teus seios,
a duplicada púrpurados teus mamilos,
a caixa dos teus olhos
que há pouco levantaram vôo,
a larga boca de fruta,
tua rubra cabeleira,p
equena torre minha.
Mas se amo os teus pés
é só porque andaram sobre a terra
e sobreo vento
e sobre a água,
até me encontrarem.
Pablo Neruda
Quando não posso contemplar teu rosto,
contemplo os teus pés.
Teus pés de osso arqueado,
teus pequenos pés duros.
Eu sei que te sustentam
e que teu doce pesosobre eles se ergue.
Tua cintura e teus seios,
a duplicada púrpurados teus mamilos,
a caixa dos teus olhos
que há pouco levantaram vôo,
a larga boca de fruta,
tua rubra cabeleira,p
equena torre minha.
Mas se amo os teus pés
é só porque andaram sobre a terra
e sobreo vento
e sobre a água,
até me encontrarem.
Pablo Neruda
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
novas pérolas antigas
Sem muito tempo pra escrever coisas criativas e sem ter momentos de inspiração ( não por não estar inspirada e sim por nao ter tempo de colocá-las como se devem no papel- blog), disponibilizo os meus momentos de papo com filhos na hora do almoço ( nossos momentos divertidos) nos quais ele sempre me conta algumas pérolas de seus amigos. Vamos lá?
- Cara, todo mundo descende de todo mundo!!!!!!
____________________________________________________________________
Alguém num momento de discussão:
- Porra, o que importa é o que interessa!!!!!
e eu rindo dessas besteiras.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Resposta Vaga
Diálogo esquisito:
Dois amigos conversam depois de um tempo se se verem:
- Oi K, beleza?
- Oi J, beleza.
- Que que tem feito, tá trabalhando?
- Não, agora tô só investindo na banda.
-Ah é? E o que é que que tu tá fazendo?
- Ah, tô dando o melhor de mim!!!!
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Dois amigos conversam depois de um tempo se se verem:
- Oi K, beleza?
- Oi J, beleza.
- Que que tem feito, tá trabalhando?
- Não, agora tô só investindo na banda.
-Ah é? E o que é que que tu tá fazendo?
- Ah, tô dando o melhor de mim!!!!
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
sábado, 30 de agosto de 2008
Ode ao amor
Amo o amor que se reparte
em beijos, em pão.
Amor que pode ser eterno
mas pode ser fugaz.
Amor que se quer liberar
para seguir amando.
Amor divinizado que vem vindo
amor divinizado que se vai.
(Pablo Neruda)
em beijos, em pão.
Amor que pode ser eterno
mas pode ser fugaz.
Amor que se quer liberar
para seguir amando.
Amor divinizado que vem vindo
amor divinizado que se vai.
(Pablo Neruda)
domingo, 24 de agosto de 2008
Revisitando filmes de chorar

Então... Um tal de ver filmes que já vi e acabar chorando demais com eles.
Agora foi a vez de "Invasões Bárbaras".
Um filme cana"denso"...do Quebec, acho. Ele vai fundo em alguns questionamentos, principalmente ao americanismo, à globalização, à discriminação das drogas e à permanência dos valores- que estão acima de qualquer ideologia.
Um filme de encontros e despedidas com diálogos prá lá de memoráveis!
Vale a pena ver de novo!
Agora foi a vez de "Invasões Bárbaras".
Um filme cana"denso"...do Quebec, acho. Ele vai fundo em alguns questionamentos, principalmente ao americanismo, à globalização, à discriminação das drogas e à permanência dos valores- que estão acima de qualquer ideologia.
Um filme de encontros e despedidas com diálogos prá lá de memoráveis!
Vale a pena ver de novo!
domingo, 3 de agosto de 2008
A vida é como um talharim

Pela terceira vez assisti "Valentim" e fui pega novamente e, talvez, ainda mais hoje, pela sensilbilidade e simplicidade que esse filme possui.
Chorei copiosamente do começo ao fim do filme.
Valentim, o protagonista do filme, narra a sua triste e conturbada história de vida de uma maneira graciosa, alegre e emocionada. Vive com a avó ( Carmen Maura) que ficou viúva recentemente e ainda sofre com a perda do marido. Além do sonho de ter uma família comum, cultiva a vontade de ser astronauta (como desculpa para fugir dos problemas desse planeta).
A narrativa desse garoto que vê a vida ( existência) através de óculos gigantes e um olhar "torto" toca-nos os 85 minutos de filme. Não há pausa pra nada. Só há olhos pra mirar e ouvidos pra escutar a voz doce desse garotinho que tenta consertar essa vida que ele considera como " Um talharim: as vezes dá certo outras não"
Vale muito a pena ver.
Em homenagem a Valentim, o almoço de hoje foi uma tentativa que deu certo!
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