domingo, 8 de junho de 2008

Esquina de lágrimas


Parada naquela esquina, achava que era mais uma que havia despertado longe do ninho. As lágrimas caíam numa sucessão incontrolável, brotavam e lançavam-se como alguém que se lança em queda livre.

A tarde começava a cair e o sol se desmanchava na grande extensão das montanhas longe, onde provavelmente ela queria estar.

Voltar pra casa, acender a luz e encontrar lá os móveis cobertos com a poeira que se assentava durante todos aqueles dias em que não estivera lá.

Pensou.

Não o fez.

Estava ali sem conseguir mover um braço, um dedo sequer.

A água escorria abundante e sumia depressa na boca de lobo à sua frente. Ela pensou por um segundo que eram suas lágrimas que encontravam um caminho, mesmo que esse caminho fosse o encontro com os ratos e baratas e mijos e fezes da cidade. Mas não. Suas lágrimas não tinham a sorte desse encontro. Suas lágrimas se perdiam ao descer em queda livre pelo corpo ressecado.

Seu olho já não via mais, assim como não sentia mais o frio nem o calor e nem o vento. Todos os seus sentidos estavam anestesiados. Ela já nem mais pensava.

Ela ouviu de repente, e som daquela buzina a tirou do torpor em que se encontrava nos últimos dias, quem sabe meses.

Subiu até o seu apartamento. Acendeu a luz e encontrou lá os móveis cobertos com a poeira que se assentara durante todos aqueles dias em que não estivera lá.

3 comentários:

Daniel Olivetto disse...

quatro letras

BAFO


ADOREI


AÍ JÁ FORAM DEZ LETRAS, AI ME PERDI...

BEIJOS

Paula Braun disse...

Teu? Bafo. Amei. Muitas letras.
Saudade.
Beijo

Anônimo disse...

ó

www.blogdasabedoria.blogspot.com

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bjones